"A minha maior alegria é desevangelizar as massas". Tive o privilégio de ouvir o velho proferir essas palavras bem na hora em que eu ia passando para comprar uma cerveja na venda. Prodigioso.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
>Tema da noite
Escrevi um soneto cheio de tristeza
Pra gente dar risada.
Começa assim (leia em voz alta):
“As estrelas são salpicos
Do sêmen da noite".
Desde os primeiros versos e a cada gole de vinho, esporros
E uma taça quebrada. Quero agora um cálice!
Atrai para mim este cálice, pai!
Por favor, um cálice! Um cálice!
Um cálice!, senão você me deixa louco!
***
Escrevi um soneto cheio de tristeza
Pra gente dar risada.
Começa assim (leia em voz alta):
“As estrelas são salpicos
Do sêmen da noite".
Desde os primeiros versos e a cada gole de vinho, esporros
E uma taça quebrada. Quero agora um cálice!
Atrai para mim este cálice, pai!
Por favor, um cálice! Um cálice!
Um cálice!, senão você me deixa louco!
***
quarta-feira, 15 de abril de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
>Fadinha láctea
Pedro, o bebê gay, neste momento chora.
Não sabe ele que o seu dentinho nasce.
E demora: enquanto sua gengiva arde,
A fralda na merda se atola.
Pedro está com disenteria.
Não passou no teste do pezinho.
E assim, vendo ele a chorar ninguém desconfia
Da homossexualidade de Pedrinho.
* * *
Pedro, o bebê gay, neste momento chora.
Não sabe ele que o seu dentinho nasce.
E demora: enquanto sua gengiva arde,
A fralda na merda se atola.
Pedro está com disenteria.
Não passou no teste do pezinho.
E assim, vendo ele a chorar ninguém desconfia
Da homossexualidade de Pedrinho.
* * *
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
>Neste minuto morre uma criança
Pequena linfa negra,
A sua arquitetura é pouca:
Cintilada por um cano
De consistência oca
Reflete suas vísceras
A lhes escorrer da boquinha.
***
Pequena linfa negra,
A sua arquitetura é pouca:
Cintilada por um cano
De consistência oca
Reflete suas vísceras
A lhes escorrer da boquinha.
***
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
>Versos inversos
Meu cordel é amador
Sempre fui um bom frustrado
No papel do monitor
Entre linhas do teclado
Minha vida se restringe:
Na hora de sonhar, se finge.
* * *
Meu cordel é amador
Sempre fui um bom frustrado
No papel do monitor
Entre linhas do teclado
Minha vida se restringe:
Na hora de sonhar, se finge.
* * *
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
>Pois eu
Estava com sono, mas não fui dormir. Liguei o rádio, a TV, a internet e fui tentar ler um livro. Li umas 14 páginas; cheirei umas 12. Uma lágrima esmaece um dégradé na página 22: "é a hora de dormir". Fui ao banheiro, “mijei” sentado e cochilei. Quando me dei conta, minha mulher se contorcia em contrações pré-parto. Era o momento em que eu deveria agir. Decidi, então, realizar o parto da minha própria filha. A criança nasceu morta. Uma música do Roberto Carlos é executada na rádio. O dia amanheceu em paz.
* * *
Estava com sono, mas não fui dormir. Liguei o rádio, a TV, a internet e fui tentar ler um livro. Li umas 14 páginas; cheirei umas 12. Uma lágrima esmaece um dégradé na página 22: "é a hora de dormir". Fui ao banheiro, “mijei” sentado e cochilei. Quando me dei conta, minha mulher se contorcia em contrações pré-parto. Era o momento em que eu deveria agir. Decidi, então, realizar o parto da minha própria filha. A criança nasceu morta. Uma música do Roberto Carlos é executada na rádio. O dia amanheceu em paz.
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>Desatualizando...
Outro dia vi um sujeito com uma camisa em que havia uma frase: “O Capitalismo mata. Morte ao capitalismo”.
E mata mesmo: se não trabalhar, morre de fome.
Outro dia vi um sujeito com uma camisa em que havia uma frase: “O Capitalismo mata. Morte ao capitalismo”.
E mata mesmo: se não trabalhar, morre de fome.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
>Neomodernismo II - Ensaio sobre a catarata
Toda regra tem sua exceção. E isso
É uma regra, ou seja: tem sua exceção.
Logo, nem toda regra tem sua exceção.
Toda regra tem sua exceção. E isso
É uma regra, ou seja: tem sua exceção.
Logo, nem toda regra tem sua exceção.
>Neomodernismo I
Estávamos numa sessão de arte:
O encontro sendo parte do infinito
Com o infinito encontro sendo parte.
Mas parte do infinito é infinito?
Ou julga ser finito o que reparte?
O fim do fim do fim do fim eu fito.
No céu, no sol, no dela, há um aparte:
Calor que arde até quando é escrito.
E eu finjo os olhos onde não tem arte.
* * *
Estávamos numa sessão de arte:
O encontro sendo parte do infinito
Com o infinito encontro sendo parte.
Mas parte do infinito é infinito?
Ou julga ser finito o que reparte?
O fim do fim do fim do fim eu fito.
No céu, no sol, no dela, há um aparte:
Calor que arde até quando é escrito.
E eu finjo os olhos onde não tem arte.
* * *
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
>Encontro
Sentia-se todo desgostoso
no bar
acompanhado de uma loira gelada
até chegar uma morena quente.
* * *
Sentia-se todo desgostoso
no bar
acompanhado de uma loira gelada
até chegar uma morena quente.
* * *
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
>Amores Excretos III *
Um carinho na cabeça
(e entre os fios, dedos
c
a
i
Um carinho na cabeça
(e entre os fios, dedos
c
a
i
n
d
o
suaves, cilíndricos e enxágües
a me delirar)
Do pênis.
* * *
d
o
suaves, cilíndricos e enxágües
a me delirar)
Do pênis.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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