Cantiga na Grécia antiga, o rapsodo
Entrega a moda sem um veto
O vate experiente canta um êxodo
Para o aedo fracassado.
***
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
>Soneto
Amor da minha vida deflorada
Que cinzas do algodão inexistente
Pairem sobre tua volúpia quente
À tua quente volúpia já queimada!
Que turvas descendências de nascente
Tragam-me o odor da velha-guarda
Que após morrer tornou-se animada
A alta e clara luz do sol poente
Contudo, enegrece o sol a vida,
Pois tu, amor alheio, a entristece,
E agora feito fetidez caída
Já sabes que o amor que amadurece,
Que mesmo pintado com o pincel de Frida,
Cai como fruta, um dia apodrece!
31/10/2007 – 00h39min AM
* * *
Amor da minha vida deflorada
Que cinzas do algodão inexistente
Pairem sobre tua volúpia quente
À tua quente volúpia já queimada!
Que turvas descendências de nascente
Tragam-me o odor da velha-guarda
Que após morrer tornou-se animada
A alta e clara luz do sol poente
Contudo, enegrece o sol a vida,
Pois tu, amor alheio, a entristece,
E agora feito fetidez caída
Já sabes que o amor que amadurece,
Que mesmo pintado com o pincel de Frida,
Cai como fruta, um dia apodrece!
31/10/2007 – 00h39min AM
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
>Cinco poemas de amor (primeira parte)
I
Fosse puta por um tempo
Pica-cidade; odores mundanos
Mas por curiosidade:
Queres me ver sem estes panos?
II
A vizinha não me vinha à toa:
Tinha a chave da gaiola
Pois sabia exata a hora
Que meu passarinho voa.
III
Caralho a fundo
Cabeludo até o talo
Não importa o quão foda
Seja o nome do meu falo.
IV
E abortava anjo
E abortava urubu
Quem encontrar suas penas
Favor enfiá-las no cu.
V
Na mitologia grega
Pandora fechou sua boceta
Mas inda tenho esperança
De não morrer na punheta.
***
I
Fosse puta por um tempo
Pica-cidade; odores mundanos
Mas por curiosidade:
Queres me ver sem estes panos?
II
A vizinha não me vinha à toa:
Tinha a chave da gaiola
Pois sabia exata a hora
Que meu passarinho voa.
III
Caralho a fundo
Cabeludo até o talo
Não importa o quão foda
Seja o nome do meu falo.
IV
E abortava anjo
E abortava urubu
Quem encontrar suas penas
Favor enfiá-las no cu.
V
Na mitologia grega
Pandora fechou sua boceta
Mas inda tenho esperança
De não morrer na punheta.
***
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
>Igreja Pentagonal Jackson Five (years) do Reino da Xuxa
O atrito entre as línguas, entre a trava, a treva,
O traveco, o tráfico, o tráfego, a tragédia
E a comédia, o padre sequer notou.
O padre me estupra, me chupa, me chama de puta
Mas não perde a conduta
Não vai pagar pela culpa por que, seu doutor?
***
O atrito entre as línguas, entre a trava, a treva,
O traveco, o tráfico, o tráfego, a tragédia
E a comédia, o padre sequer notou.
O padre me estupra, me chupa, me chama de puta
Mas não perde a conduta
Não vai pagar pela culpa por que, seu doutor?
***
domingo, 16 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
>Sociologia da orgia
Sodoma
Sem sexo
Sem nexo
Anexo
De Roma
Não coma
Não morra
Sem léxico
Disléxico
Sem vinho
Sem dona
Sem Gretchen
Sem Grécia
Sem pressa
Nos mares
Nos bares
Altares
Se toma
Cachaça
De graça
Se comem
Se traçam
Se fode
Meu nome
Manchado
Na praça
De porre
De porra
Em Gomorra
Entoa
Então
O grito da devassa
Que arregaça a carapuça
Do prepúcio.
* * *
Sodoma
Sem sexo
Sem nexo
Anexo
De Roma
Não coma
Não morra
Sem léxico
Disléxico
Sem vinho
Sem dona
Sem Gretchen
Sem Grécia
Sem pressa
Nos mares
Nos bares
Altares
Se toma
Cachaça
De graça
Se comem
Se traçam
Se fode
Meu nome
Manchado
Na praça
De porre
De porra
Em Gomorra
Entoa
Então
O grito da devassa
Que arregaça a carapuça
Do prepúcio.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
>Dismenorreia
Música sem sentido para ouvidos desconexos
Invólucro partido; dissonantes retrocessos
A provar do amável gosto da vaselina
Que imprime amargo posto na vagina
Que escorre brilho falho e tão-somente ralo
Fazendo cuco-cuco, fagocita o falo
E estimula o muco: (in)fere a galinácea ao molho pardo
***
Música sem sentido para ouvidos desconexos
Invólucro partido; dissonantes retrocessos
A provar do amável gosto da vaselina
Que imprime amargo posto na vagina
Que escorre brilho falho e tão-somente ralo
Fazendo cuco-cuco, fagocita o falo
E estimula o muco: (in)fere a galinácea ao molho pardo
***
domingo, 19 de julho de 2009
>Solve et coagula
Deus me fez ateu
Para que eu pudesse sambar
O meu Death Metal incinerado
Cheio de ervas-doces e águas-de-cheiro
Como os cadáveres do almiscarado
Tempero do mar que cobre a ponte
De Åsgård.
* * *
Deus me fez ateu
Para que eu pudesse sambar
O meu Death Metal incinerado
Cheio de ervas-doces e águas-de-cheiro
Como os cadáveres do almiscarado
Tempero do mar que cobre a ponte
De Åsgård.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
>Vira e Mexe Modernismo
Descaradamente
São lodos os meus parênteses que pululam de alergia
E eu me achando estanho: cad’ela?
Por debaixo da phonte ainda morrem
as mágoas de maço, em agonia,
butucas de pigarro inesquecidas além
do tal da física. Da tísica também.
Também da lírica.
Eu percebi exatamente o aposto:
A, bem monge esmo, dentro
Do Monteiro brio onde fermente nossas dores,
Cachaço que me retém intacto o olhar aposto aos molhos
A animália molhada por entre as tabernas
Transadas a preparar a transgressão dos colos
Transmite o cheiro fodido das flores
Pois tu, que me fezes da cédula embrionária,
Jogaste-me do leito ao exercício da mãe.
Lobos, Lobatos e lobotomias: tudo isso
Faz arte da minha genitália.
* * *
Descaradamente
São lodos os meus parênteses que pululam de alergia
E eu me achando estanho: cad’ela?
Por debaixo da phonte ainda morrem
as mágoas de maço, em agonia,
butucas de pigarro inesquecidas além
do tal da física. Da tísica também.
Também da lírica.
Eu percebi exatamente o aposto:
A, bem monge esmo, dentro
Do Monteiro brio onde fermente nossas dores,
Cachaço que me retém intacto o olhar aposto aos molhos
A animália molhada por entre as tabernas
Transadas a preparar a transgressão dos colos
Transmite o cheiro fodido das flores
Pois tu, que me fezes da cédula embrionária,
Jogaste-me do leito ao exercício da mãe.
Lobos, Lobatos e lobotomias: tudo isso
Faz arte da minha genitália.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
>Instante
"A minha maior alegria é desevangelizar as massas". Tive o privilégio de ouvir o velho proferir essas palavras bem na hora em que eu ia passando para comprar uma cerveja na venda. Prodigioso.
"A minha maior alegria é desevangelizar as massas". Tive o privilégio de ouvir o velho proferir essas palavras bem na hora em que eu ia passando para comprar uma cerveja na venda. Prodigioso.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
>Tema da noite
Escrevi um soneto cheio de tristeza
Pra gente dar risada.
Começa assim (leia em voz alta):
“As estrelas são salpicos
Do sêmen da noite".
Desde os primeiros versos e a cada gole de vinho, esporros
E uma taça quebrada. Quero agora um cálice!
Atrai para mim este cálice, pai!
Por favor, um cálice! Um cálice!
Um cálice!, senão você me deixa louco!
***
Escrevi um soneto cheio de tristeza
Pra gente dar risada.
Começa assim (leia em voz alta):
“As estrelas são salpicos
Do sêmen da noite".
Desde os primeiros versos e a cada gole de vinho, esporros
E uma taça quebrada. Quero agora um cálice!
Atrai para mim este cálice, pai!
Por favor, um cálice! Um cálice!
Um cálice!, senão você me deixa louco!
***
quarta-feira, 15 de abril de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
>Fadinha láctea
Pedro, o bebê gay, neste momento chora.
Não sabe ele que o seu dentinho nasce.
E demora: enquanto sua gengiva arde,
A fralda na merda se atola.
Pedro está com disenteria.
Não passou no teste do pezinho.
E assim, vendo ele a chorar ninguém desconfia
Da homossexualidade de Pedrinho.
* * *
Pedro, o bebê gay, neste momento chora.
Não sabe ele que o seu dentinho nasce.
E demora: enquanto sua gengiva arde,
A fralda na merda se atola.
Pedro está com disenteria.
Não passou no teste do pezinho.
E assim, vendo ele a chorar ninguém desconfia
Da homossexualidade de Pedrinho.
* * *
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
>Neste minuto morre uma criança
Pequena linfa negra,
A sua arquitetura é pouca:
Cintilada por um cano
De consistência oca
Reflete suas vísceras
A lhes escorrer da boquinha.
***
Pequena linfa negra,
A sua arquitetura é pouca:
Cintilada por um cano
De consistência oca
Reflete suas vísceras
A lhes escorrer da boquinha.
***
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
>Versos inversos
Meu cordel é amador
Sempre fui um bom frustrado
No papel do monitor
Entre linhas do teclado
Minha vida se restringe:
Na hora de sonhar, se finge.
* * *
Meu cordel é amador
Sempre fui um bom frustrado
No papel do monitor
Entre linhas do teclado
Minha vida se restringe:
Na hora de sonhar, se finge.
* * *
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
>Pois eu
Estava com sono, mas não fui dormir. Liguei o rádio, a TV, a internet e fui tentar ler um livro. Li umas 14 páginas; cheirei umas 12. Uma lágrima esmaece um dégradé na página 22: "é a hora de dormir". Fui ao banheiro, “mijei” sentado e cochilei. Quando me dei conta, minha mulher se contorcia em contrações pré-parto. Era o momento em que eu deveria agir. Decidi, então, realizar o parto da minha própria filha. A criança nasceu morta. Uma música do Roberto Carlos é executada na rádio. O dia amanheceu em paz.
* * *
Estava com sono, mas não fui dormir. Liguei o rádio, a TV, a internet e fui tentar ler um livro. Li umas 14 páginas; cheirei umas 12. Uma lágrima esmaece um dégradé na página 22: "é a hora de dormir". Fui ao banheiro, “mijei” sentado e cochilei. Quando me dei conta, minha mulher se contorcia em contrações pré-parto. Era o momento em que eu deveria agir. Decidi, então, realizar o parto da minha própria filha. A criança nasceu morta. Uma música do Roberto Carlos é executada na rádio. O dia amanheceu em paz.
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>Desatualizando...
Outro dia vi um sujeito com uma camisa em que havia uma frase: “O Capitalismo mata. Morte ao capitalismo”.
E mata mesmo: se não trabalhar, morre de fome.
Outro dia vi um sujeito com uma camisa em que havia uma frase: “O Capitalismo mata. Morte ao capitalismo”.
E mata mesmo: se não trabalhar, morre de fome.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
>Neomodernismo II - Ensaio sobre a catarata
Toda regra tem sua exceção. E isso
É uma regra, ou seja: tem sua exceção.
Logo, nem toda regra tem sua exceção.
Toda regra tem sua exceção. E isso
É uma regra, ou seja: tem sua exceção.
Logo, nem toda regra tem sua exceção.
>Neomodernismo I
Estávamos numa sessão de arte:
O encontro sendo parte do infinito
Com o infinito encontro sendo parte.
Mas parte do infinito é infinito?
Ou julga ser finito o que reparte?
O fim do fim do fim do fim eu fito.
No céu, no sol, no dela, há um aparte:
Calor que arde até quando é escrito.
E eu finjo os olhos onde não tem arte.
* * *
Estávamos numa sessão de arte:
O encontro sendo parte do infinito
Com o infinito encontro sendo parte.
Mas parte do infinito é infinito?
Ou julga ser finito o que reparte?
O fim do fim do fim do fim eu fito.
No céu, no sol, no dela, há um aparte:
Calor que arde até quando é escrito.
E eu finjo os olhos onde não tem arte.
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